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terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Receita de Cuscuz de frango especial





O kuz-kuz ou alcuzcuz nasceu na África Setentrional. Inicialmente, feito pelos mouros com arroz ou sorgo, o prato se espalhou pelo mundo no século XVI, quando passou a ser preparado com milho americano.
No Brasil, a iguaria foi trazida pelos portugueses e acabou se popularizando durante a fase Colonial. Nessa época, estava presente apenas nas mesas das famílias mais pobres e era a base da alimentação dos negros. Preparado pelos escravos, o cuscuz era vendido em tabuleiros pelos mestiços, filhos e netos de cuscuzeiras anônimas.
Aos poucos, o prato foi sendo incorporado à cultura brasileira e ganhou versões regionais e mais sofisticadas. Hoje, há basicamente dois tipos de cuscuz: do Nordeste e do Centro-Sul, ambos, preparados com massa de milho.
Em São Paulo e Minas Gerais, o prato se transformou em uma refeição mais substancial. Confeccionado com farinha de milho e recheado com camarão, peixe ou frango e molho de tomate, nesses Estados o cuscuz é servido como entrada, acompanhamento e até como prato principal.
No Nordeste, a massa de milho feita com fubá é temperada com sal, cozida no vapor e umedecida com leite de coco com ou sem açúcar. Nessa região, o prato é servido de manhã, acompanhado com manteiga, ou na ceia da noite, dissolvido em leite, quando se transforma em uma saborosa sopinha.

fonte:www.mundolusiada.com.br


Receita de Cuscuz de frango especial
Ingredientes
· 1 xícara (chá) de azeite
· 1 cebola picada
· 1 xícara (chá) de cenoura em cubos pré cozida
· 1 lata de milho verde escorrido
· 1 pimentão vermelho picado
· 1 lata de palmito escorrido e picado
· 1 xícara (chá) de azeitonas verdes picadas
· 2 peitos de frango cozidos e desfiados
· 2 latas de molho de tomate
· Sal e pimenta do reino à gosto
· 1 lata de ervilha escorrida
· 2 colheres (sopa) de salsa picada
· 3 xícaras (chá) de água fervente
· 1 pacote de flocos de milho
· Salsa e rodelas de pimentão para decorar
Modo de preparo
· Em uma panela, coloque o azeite, a cebola e frite por 5 minutos.
· Acrescente a cenoura, o milho, o pimentão, o palmito, a azeitona e deixe refogar por 10 minutos, mexendo de vez em quando.
· Adicione o frango, o molho, sal, pimenta e deixe cozinhar por 5 minutos.
· Acrescente a ervilha, a salsa e a água fervente.
· Misture bem e deixe levantar fervura.
· Junte os flocos de milho de uma só vez, mexendo sempre, até soltar da panela.
· Coloque em uma forma de buraco no meio de 26cm de diâmetro umedecida, e deixe amornar.
· Desenforme, decore com salsa, pímentão e sirva.
Rendimento: 10 porções
Por Catharina Sodré

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

O Bauru




A importância do sanduíche Bauru para o município vem por meio da historia de seu criador, Casemiro Pinto Neto, nascido em Bauru (SP) em 5 de abril de 1914. Em 1931, ingressou na Faculdade de Direito da USP no Largo do São Francisco. Como ele e outros intelectuais da época freqüentavam o bar "Ponto Chic", no largo do Paissandu, Casemiro ("Bauru"), o apelido que carinhosamente ganhou de seus amigos, sugeriu um tipo de sanduíche, que imediatamente recebeu o nome de seu criador: Sanduíche Bauru.

A difusão do sanduíche Bauru não se restringiu somente ao bar onde fora criado e nem tampouco à cidade de origem de seu criador. Em todo Brasil e até mesmo em outros países, o sanduíche Bauru, tornou-se popularizado pela receita composta com os ingredientes (presunto, queijo e tomate), também recebe inúmeras variações considerando as influências regionais e adaptações, ora acrescentando ou retirando alguns ingredientes, porém não deixando de levar o nome da cidade de Bauru a todas as lanchonetes e bares onde é confeccionado.

A preservação e valorização deste simples sanduíche, como patrimônio imaterial da cidade, que é lembrada como a cidade do sanduíche, é motivo de orgulho e estima aos bauruenses. O Sanduíche tem em sua receita original o pão francês sem miolo, fatias de roastbeef, queijo derretido, rodelas de tomate, pepino em conserva, orégano e sal a gosto.

No ano de 1931, Casimiro Pinto Neto, ingressou na Faculdade de Direito da USP no Largo do São Francisco. Orgulhoso de sua cidade natal, sempre foi conhecido pelos colegas como "Bauru".

Juntamente com seus contemporâneos (estudantes, artistas e intelectuais), freqüentava o restaurante "Ponto Chic", no Largo do Paissandu. Muitas são as histórias relacionadas ao Ponto Chic, passando por Madame Fifi com suas francesas nos altos do mesmo prédio, assembléias de estudantes da Faculdade São Francisco, MMDC e a revolução de 32, a invenção do sanduíche mais famoso do Brasil - O BAURU, as discussões políticas, o futebol, a Gazeta Esportiva, o basquete, negociação de craques, chegando a idéias, textos e composições inspiradas pelo ambiente. Até os dias de hoje o Ponto Chic mantém sua tradição de oferecer aos clientes, em sua forma original, o sanduíche mais famoso do Brasil - O "BAURU" (PONTO CHIC, 2006).

Numa noite, em 1934, procurou apressadamente, o cozinheiro do restaurante (Sr. Carlos), e "ditou" a receita do sanduíche: pão francês sem miolo, uma porção de queijo derretido em banho-maria, fatias de roastbeef, rodelas de tomate e pepino em conserva (picles).

Segundo Casimiro, essa receita incluía os elementos básicos de um lanche equilibrado em albumina, proteína e vitamina, conforme havia lido em um livreto de alimentação para crianças, da Secretaria de Educação e Saúde, escrito pelo Ex-prefeito Wladimir de Toledo Pisa, também freqüentador do Ponto Chic.

Quando estava comendo o segundo sanduíche "Quico" (Antônio Boccini Jr.), um amigo que era muito guloso, pegou de sua mão um pedaço do sanduíche e gostou. Aí, pediu ao garçom, um descendente russo chamado Alex, - Me vê um desses do "Bauru" -. Na mesma noite, outros freqüentadores pediram o novo sanduíche, dizendo que queriam um "igual ao do Bauru". Nascia assim um dos mais famosos lanches do Brasil, hoje conhecido até em outros países.

Em Bauru o sanduíche foi divulgado por José Francisco Júnior (o Zé do Skinão) que conheceu Casimiro Pinto Neto em meados 1957. Transformou sua lanchonete (O Bar do Skinão) no principal ponto bauruense de divulgação do Sanduíche Bauru, o fazendo muitas vezes gratuitamente.

Atualmente o tradicional Sanduíche Bauru pode ser encontrado nos seguintes estabelecimentos: Skinão lanches (Rua Rio Branco esquina com Rua Júlio Maringoni); Bauru Chic (localizado próximo ao Bauru Shopping); Bar Aeroporto (no Aeroclub de Bauru); Buffet Mantovani (Av. Elias Miguel Maluf, 1-25), além do Bar e Restaurante Ponto Chic em São Paulo (Largo do Paissandu, 27).


A principal e mais conhecida adaptação do sanduíche é a receita de "Presunto, queijo e tomate em pão de forma ou francês tostado", talvez pela praticidade ou facilidade de encontrar os ingredientes. Verdadeiramente este foi o grande difusor do nome Sanduíche Bauru no Brasil e no mundo.

O Sanduíche Bauru é Uma ótima opção para o garde manger (cozinha fria) de bares, restaurantes, room service de hotéis e similares. Do ponto de vista turístico, não que o lanche por si só seja responsável pelo deslocamento voluntário de pessoas à cidade de Bauru, mas que costumeiramente possa ser oferecido aos visitantes e turistas, juntamente com o sanduíche, ser servido a sua história de origem, preservando este patrimônio memorial.

Cinco variações do saboroso sanduíche Bauru são conhecidos no meio gastronômico, a saber:
• Bauru francês - pão francês, roastbeef, queijo fundido (gruyere) e mostarda dijon.
• Bauru italiano - pão francês, roastbeef, queijo fundido (mussarela), presunto de Parma, tomate seco e uma pitada de orégano.
• Bauru americano - pão francês, roastbeef, queijo fundido (mussarela), alface americana, tomate e picles de pepino.
• Bauru português - sanduíche de fiambre, queijo e tomate.
• Bauru gaúcho - pão francês, roastbeef de picanha, queijo fundido (ementhal), almeirão e tomate.



A Receita



• Pão francês sem miolo
• Uma porção de queijo
• Fatias de roastbeef
• Rodelas de tomate
• Rodelas de pepino (picles)
• Sal e orégano a gosto




Divida o pão em duas partes e retire o miolo. Coloque o roastbeef frio (o roastbeef deve ser preparado com antecedência.) em uma das partes. Sobre o roastbeef, disponha rodelas de tomate e as de pepino. À parte, prepare o Banho-Maria, coloque um pouco de água numa assadeira para esquentar. Coloque o queijo que, ao derreter, deve ser retirado e disposta na outra fatia de pão. Una as duas fatias do pão. O calor do queijo aquecerá os demais ingredientes do sanduíche.

Roastbeef - Uma peça de lagarto de aproximadamente 2 quilos; Sal grosso; Aqueça bem o forno antes de colocar a carne para assar! (Se quiser fazer um pedaço maior ou menor de lagarto, calcule sempre 20 minutos de forno por quilo de carne). Modo de preparar: Limpe bem a peça de lagarto; Forre uma assadeira com papel de alumínio e espalhe uma camada de sal grosso; Coloque a carne e cubra-a com sal grosso; Asse em forno bem quente por quarenta minutos; Deixe esfriar e raspe todo o sal grosso com uma faca; Coloque no congelador por uma hora e corte em fatias finas. Esta é um de várias formas de se preparar o Roastbeef.


Após pesquisas realizadas, é possível afirmar que o pão francês existia na época da criação do Sanduíche Bauru. O que poderia destoar é a consistência devido a utilização de fermentos distintos e o tipo da farinha de trigo encontrada, o que tornava os pães da época mais "massudos" do que os de agora. Também salienta-se que o tamanho (peso) do pão da época não era regulamentado em nenhuma tabela específica. Concluí-se que o tamanho do pão francês poderia ser diferente do padrão atual, o que não descaracteriza o sanduíche hoje.

Após a analise de livros e relatos históricos de pessoas que vivenciaram o período de criação do Sanduíche Bauru, tem-se que o queijo utilizado provavelmente seria o queijo Mussarela. Isto se justifica por ser esse um queijo muito utilizado na época, de custo acessível aos estudantes e de fácil manipulação (no caso, derreter em banho-maria). O pepino em conserva utilizado hoje em dia foi incluído oficialmente no lanche na década de 50; pois, como Casimiro Pinto Neto tinha problemas de úlcera gástrica, era impedido de consumir certos alimentos, o que de vez em quando, e num botequim, na companhia de amigos, não faz mal nenhum abusar um pouco desta recomendação.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Belém do Pará e o Mercado Ver o Peso





Belém é um município brasileiro, capital do estado do Pará. É a segunda cidade mais populosa da região Norte e a maior região metropolitana da Amazônia. Metrópole regional com cerca de 1,4 milhões de habitantes, é conhecida como a "Metrópole da Amazônia" e popularmente chamada de "Cidade das Mangueiras" pela abundância de exemplares dessa árvore em suas ruas. Sua contínua mancha urbana é constituída por cinco municípios. Também é denominada "Cidade Morena", característica herdada da miscigenação do povo português com os índios Tupinambás, nativos habitantes da região à época da fundação. É a maior metrópole do mundo situada na Linha do Equador e a cidade com o maior IDH entre as capitais da região Norte e Nordeste.
Por se assemelhar a uma península e ser limitada por áreas militares e de proteção ambiental, a cidade teve pouco espaço para expansão, ocasionando uma conurbação que deu origem a Região Metropolitana de Belém (ou "Grande Belém"), criada por lei complementar federal em 1973 e atualmente com 2.043.537 habitantes – a maior população metropolitana da região Norte.
Historicamente, constituiu-se na principal via de entrada na região norte do Brasil, devido a sua privilegiada posição geográfica. Situada às margens do rio Guamá, próxima à foz do rio Amazonas, abriga o moderno Aeroporto Internacional de Val de Cans. Com sua localização no extremo Norte da malha rodoviária brasileira BR-316 (Nordeste), BR-010 (Belém-Brasília) e PA-150 (Alça Viária), Belém pode ser facilmente acedida por vias terrestre, aérea e fluvial, sendo uma das principais entradas para toda a região norte.
Em seus quase quatrocentos anos de história, Belém vivenciou momentos de plenitude entre os quais o período áureo da borracha, no início do século XX, quando o município recebeu inúmeras famílias européias, o que veio a influenciar grandemente a arquitetura de suas edificações, ficando conhecida como Paris n'América. Hoje, apesar de ser cosmopolita e moderna em vários aspectos, Belém não perdeu o ar tradicional das fachadas dos casarões, das igrejas e capelas do período colonial.

Ver-o-Peso – Belém do Pará

Mercado do Ver-o-Peso é um dos pontos turísticos mais importantes da cidade de Belém. Situado na confluência dos Rios Guamá e Pará, região conhecida como Baía de Guajará, o mercado faz parte de um complexo arquitetônico que compreende uma área de 35 mil metros quadrados, com uma série de construções históricas, entre elas o Mercado de Ferro, o Mercado da Carne, a Praça do Relógio, a Doca, a Feira do Açaí, a Ladeira do Castelo e o Solar da Beira. Todo o conjunto arquitetônico e paisagístico do Ver-o-Peso foi tombado em 1977 pelo Instituto Histórico e Arquitetônico Nacional (Iphan).
A história do mercado remonta a 1625, quando foi construído. O nome faz jus às chamadas Casas do Ver-o-Peso, projetadas no Brasil em 1614, no Rio de Janeiro, para conferir o peso exato de qualquer mercadoria e cobrar o respectivo imposto. Deixou de ser casa de conferência de peso em 1839. Anos depois, o Ver-o-Peso sofreu várias modificações, entre elas a construção do Mercado de Ferro, em torno do qual se desenvolveu a maior feira livre da cidade. A empresa La Rocque Pinto & Cia foi a vencedora da concorrência pública (1897) para a construção do Mercado de Ferro, obra que mede 1.197 metros quadrados, na forma de um dodecágono e cujo peso é estimado em 1.133.389 toneladas, com estrutura metálica de zinco veille-montaine.

O Mercado do Ver-o-Peso insere-se, portanto, nas origens da cidade de Belém do Grão-Pará, povoação fundada em 1616 num promontório formado às margens do igarapé de nome Piri, que desaguava na Baía do Guajará, na desembocadura do Rio Guamá, ponto de chegada e saída dos barcos e navios que adentravam o majestoso Rio Amazonas ou levavam as drogas do sertão para além-mar. Dali saiu a frota de Pedro Teixeira (1637) para estender a Linha de Tordesilhas aos limites atuais do Brasil. Ali aportou, em 1653, o Padre Antônio Vieira para suas lides missionárias indianistas, dedicando ao tema cartas e sermões memoráveis.
Oficialmente, o Ver-o-Peso foi criado para ser um posto fiscal, por solicitação da Câmara de Belém, passando a chamar-se Lugar de Ver-o-Peso. Tornou-se porto, mercado e feira até se transformar num importante espaço social, econômico e simbólico da cidade de Belém.
O logradouro, com o decorrer do tempo, solidificou-se como o mais importante museu vivo de práticas culturais, onde se encontram os bens simbólicos da alma de Belém, a povoação de origem européia mais antiga da Amazônia, um elo entre a civilização e a floresta.
A equipe do Projeto Ver-o-Peso, de Miguel Chikaoka, descreve que o Ver-o-Peso assistiu, ao longo de todo o século XVIII, às “mudanças urbanísticas que a cidade sofria, em seu crescimento para a outra margem do igarapé do Piri”. A conformação cultural do mercado foi sendo impregnada pelas gentes que chegavam: escravos indígenas dos sertões amazônicos dos Rios Negro, Japurá, Solimões e Madeira; negros de Angola e Benguela; colonos portugueses vindos da África e da metrópole, além de comerciantes de escravos e drogas do sertão, missionários, cientistas e militares. No Ver-o-Peso, ainda no século XVIII, aportaram as primeiras mudas de café vindas de Caiena, capital da Guiana Francesa, conduzidas pelas mãos de Francisco de Melo Palheta, que mais tarde mudariam a economia e a história do Brasil.
No início do século XIX, no governo do Conde dos Arcos, o Igarapé do Piri foi aterrado para atender aos avanços urbanísticos, mas a antiga foz do igarapé foi transformada numa doca tal como existe até hoje, mantendo-se ali as atividades do mercado.
No final do século XIX, a margem da Baía de Guajará foi aterrada, transformando a paisagem do Ver-o-Peso: saem os velhos trapiches de madeira e a praia e entram as docas de pedra de lioz.
Ao longo do século XIX, muito da história política, econômica e social de Belém continuou passando pelo Ver-o-Peso. Em 1835,
quando estourou a maior revolução social da região, a Cabanagem, foi ali que os cabanos aportaram antes de cruzar o caminho até o Palácio para assassinar o governador Lobo de Souza e ocupar o poder.
Foi dali também que saíram os primeiros carregamentos de borracha
da Amazônia que mudariam, em plena Revolução Industrial, a indústria de pneumáticos. As sementes de seringueira levadas para a Malásia, que provocariam mais tarde o colapso da economia do látex, também saíram do Ver-o-Peso. Atraídos pelo dinheiro da borracha, imigrantes sírios, libaneses, italianos e judeus marroquinos incorporaram-se, com seus comércios, à múltipla paisagem humana do Ver-o-Peso.
No início do século XX, no auge da riqueza da borracha, a paisagem do Ver-o-Peso sofreu novas mudanças, com a construção de um mercado na margem da baía, pré-fabricado em ferro na Inglaterra; a ampliação do antigo mercado de carne situado nas proximidades; o aterramento da baía; e a construção do porto pelos ingleses; além de outras construções seguindo um padrão arquitetônico europeu, de estilo eclético.
No entorno do Ver-o-Peso, o casario colonial da margem esquerda do antigo Piri continua lá, emoldurando o conjunto. No espaço aterrado do igarapé, foram construídas a Praça do Relógio e a Avenida Portugal. Na outra margem, ainda resistem muitos sobrados margeando o mercado e a feira, construídos no século XIX, seguindo até à Igreja e ao Convento das Mercês, monumento de autoria do arquiteto italiano Antônio Landi, construído no século XVIII.
Os monumentos setecentistas dos Jesuítas e Marcedários integram os limites do que atualmente os urbanistas de Belém chamam do Complexo Ver-o-Peso, espaço significativo para a identidade econômica e cultural da cidade de Belém e de toda a região.
Enfim, a maior e mais movimentada feira livre de Belém é o lugar onde se encontra uma amostra do universo de variedades que compõem a cultura paraense. Mistura o passado, que continua vivo, com um presente inovador. Na Feira do Açaí, por exemplo, é possível apreciar o fruto, cuja bebida é a base da alimentação dos paraenses e desfrutar das comidas típicas, como o pato-no-tucupi (caldo retirado da mandioca ralada e fervida) e a maniçoba (espécie de feijoada com influência indígena, feita com uma erva chamada maniva).
O Complexo Ver-o-Peso, que se candidata atualmente a Patrimônio Histórico da Humanidade da Unesco, recebeu recentemente duas grandes reformas. A primeira reforma aconteceu em 1985, na administração municipal de Almir Gabriel, quando o velho Mercado de Ferro, com suas torres, colunas e escadas, todas em ferro, forjadas em Londres e Nova York e montadas no local, foi restaurado. Também o Solar da Beira, construção em estilo neoclássico, recebeu reformas e foi transformado em restaurante e espaço cultural da cidade. A Praça do Pescador e a feira livre também ganharam melhorias e mais beleza com reformas gerais e com a construção da Praça dos Velames e de barracas padronizadas, sob a batuta do arquiteto Paulo Fernandes Chaves, então assessor de urbanismo na gestão de Almir Gabriel.
Em 2001, o mercado passou por outra grande reforma, na administração do prefeito Edmilson Rodrigues, com a construção de barracas padronizadas e outras importantes obras em todo o Complexo Ver-o-Peso, incluindo a Feira do Açaí e a Praça do Pescador.
Ao todo são 26 mil metros quadrados, onde estão instaladas duas mil barracas e casas comerciais populares onde são vendidos carnes, peixes, legumes, frutas, artigos regionais, artigos de umbanda, ervas medicinais, roupas e bijuterias. Apesar de parecer um grande varejão, a mistura de cores, cheiros e objetos é muito interessante, além de folclórica. Mandingas, encantarias e remédios para todos os males são atrações à parte nessa feira livre. As mandingueiras são mulheres que vivem de misturar ervas, perfumes e pedaços de animais, criando poções mágicas.
Fontes: http://www.skyscrapercity e http://vendopara.blogspot.com

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Queijos do Mundo



Queijos franceses

Queijo Camembert
O Camembert é um queijo francês macio e cremoso. Seu nome vem da vila de Camembert. Quando fresco, o Camembert tende ser esfarelento e é relativamente duro, porém caracteristicamente amadurece e fica com sabor forte quando envelhece.

Queijo Brie
O Brie é um queijo macio feito de leite de vaca. Seu nome vêm da província da França chamada Brie, da qual é originário. O Brie tem cor pálida, é bem macio e com sabor forte.

Queijo Roquefort
O Roquefort é um queijo do sul da França de sabor forte feito de leite de ovelha. O Roquefort é branco, esfarelento e levemente úmido, com veios característico de matriz azul. Esse queijo tem odor forte e sabor característico notável do ácido butírico. Roquefort não tem casca, e seu exterior é comestível e levemente salgado.

Queijos ingleses

Queijo Cheddar
O Cheddar é um queijo amarelo pálido, com sabor pronunciado, originário da vila inglesa de mesmo nome.

Queijo Cottage
O queijo Cottage é uma coalhada de queijo com sabor suave. Ele é drenado, mas não prensado, então fica algum soro de leite. Cottage não envelhecido.

Queijos Holandeses

Queijo Edam
O Edam é um queijo holandês que é tradicionalmente vendido como esferas com interior amarelo claro e camada vermelha ou amarela.

Queijo Gouda
O queijo Gouda é feito de leite de vaca que é cultivado e esquentado até que a coalhada separe-se do soro.

Queijos suíços

Queijo Emmental
O Emmental é um queijo amarelo, duro e com grandes buracos característicos. Ele tem um sabor picante mas não muito forte. Geralmente é conhecido apenas como queijo suíço.

Queijo Gruyère

O queijo Gruyère é amarelo e feito de leite de vaca. O nome vem da cidade de Gruyères na Suíça. Ele é duro, levemente salgado e picante. Quando totalmente maturado (três a doze meses) tende a ter pequenos buracos.

Queijos italianos

Queijo Gorgonzola
O Gorgonzola é um queijo da Itália com riscos azuis, feito de leite de vaca. Ele pode ser firme ou amanteigado, esfarelento e bem salgado.

Queijo Mussarela

A Mussarela é um queijo fresco italiano feito de leite de búfala ou de vaca.

Queijo Parmesão
O parmesão é feito de leite de vaca coletado imediatamente após a ordenha e parcialmente desnatado pela gravidade.

Queijo Provolone
O provolone é um queijo de leite integral de vaca com uma pele macia. Ele é produzido principalmente nas regiões da Itália da Lombardia e Veneto.

Queijo Ricota
O Ricota é um queijo italiano feito do soro resultante da fabricação de queijos como mussarela e provolone. O Ricota tem textura similar ao queijo cottage, porém consideravelmente mais leve.

Queijos brasileiros

Os queijos do Brasil incluem: Queijo de Minas, Prato, Catupiri e Requeijão e Queijo de Coalho(muito apreciado no nordeste).

Fone: http://www.copacabanarunners.net